quinta-feira, 1 de maio de 2014

CAMPANHA "SÃOJOANENSES UNIDOS PELA PAZ"



Quando eu tinha 9 anos de idade, isso há quase 51 anos, o número de veículos  automotores existentes na cidade não passava talvez de uma dezena. Hoje, de acordo com dados fornecidos pela  Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais temos mais de 10 mil veículos transitando por nossas ruas, que continuam estreitas como antigamente, motivando os grandes problemas relativos à circulação de veículos, assim como à segurança dos pedestres.

TIPO/VEÍCULO
QUANTIDADE
AUTOMÓVEIS/UTILITÁRIOS
5.643
CAMINHÕES
255
CAMIONETAS/SIMILARES
766
MOTOCICLETAS/SIMILARES
3.533
ÔNIBUS/MICROÔNIBUS
43
REBOQUES
144
TOTAL
10.384
(Dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais)
 

No meu tempo de criança a área urbana do município se restringia praticamente ao centro e alguns bairros antigos, mas hoje possuímos mais que o dobro, talvez o triplo, de bairros que existiam  naquela época.
Eram tempos em que as famílias colocavam cadeiras do lado de fora das casas, à tardinha, para um saudável bate-papo com os conhecidos que passavam. Dormíamos com as janelas abertas e até mesmo as portas de nossas casas ficavam apenas encostadas.
A cadeia pública tinha mais celas do que presos - a maioria deles autores de pequenos delitos - que ficavam apreciando o movimento da rua pelas janelas gradeadas, até mesmo solicitando às pessoas que dessem recados para seus familiares e muitas vezes nos pedindo cigarros ou que comprássemos alguma coisa para eles.
Juízes e Promotores residiam na Comarca  e conviviam no dia a dia da população. Existia a figura do Delegado Municipal, muito bem representada por cidadãos locais de conduta exemplar e moral ilibada, tendo entrado para história o Sr.Hercílio Ferreira, o “Bolote”, como um delegado exemplar, repeitado por todos, principalmente pelas crianças, muitas delas hoje adultas , até mesmo com idade bem avançada, que dele se lembram com saudade.
 A realidade dos dias de hoje, porém, é totalmente diversa daquela dos anos que já se foram. Devido ao grande número de veículos os acidentes acontecem cada dia em maior número. A imprudência e o desrespeito às leis de trânsito são a regra geral. Hoje não se pode mais pensar em dormir com janelas abertas, graças à onda de furtos e assaltos que vem assolando nossa terra. Os infratores da Lei, ao que parece, perderam totalmente o respeito pelas autoridades constituídas.
As polícias Militar   e Civil, e até mesmo o Poder Judiciário estão reféns de uma legislação arcaica e muitas vezes ineficaz no combate à criminalidade cada vez mais crescente, gerando medo e sensação de insegurança para os cidadãos de bem, cada dia mais reclusos, praticamente entrincheirados em seus lares.
Chegou o momento em que nós, cidadãos de bem, precisamos deixar de lado a discussão sobre quem seriam os responsáveis, ou culpados, por esse estado de coisas que ora todos nós vivemos. E por estarmos todos sendo prejudicados por esses fatos, precisamos nos unir. Não apenas para protestar e exigir das autoridades uma solução, mas também para buscarmos juntos esta solução. É absolutamente necessário que todos colaborem, cada um a seu modo, nessa grande campanha em favor da SEGURANÇA PÚBLICA.  Os empresários, por exemplo, dariam uma grande contribuição se investissem na instalação  de câmeras de vigilância e alarmes em suas empresas, assim como a administração pública, ficando responsável pela instalação desses dispositivos em locais estratégicos da cidade. Quanto à população ordeira, representada pela maioria de nossos cidadãos, poderia colaborar tomando precauções, comunicando à polícia movimentações suspeitas próximo às suas residências, ajudando a vigiar residências de vizinhos durante a noite principalmente, entre outras ações.
Sem mais delongas, quero aqui render homenagem à Sra. Renée Cruz, que por meio da rede social  da internet,mais precisamente no Facebook, recentemente levantou esta bandeira em defesa da volta da tranquilidade na vida de todos nós sãojoanenses, que amamos de verdade a nossa terra e a queremos de volta feliz e “Garbosa” como antes.

Por Nilson Magno Baptista

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