terça-feira, 30 de novembro de 2010

Estreia no rádio

No último dia 27 tive o prazer e a honra de estreiar como apresentador do programa CONEXÃO CRIATIVA : FALANDO SÉRIO,na Rádio Criativa FM,105.9.Agradeço ao diretor da emissora,Wilson Paiva,pela confiança em mim depositada,assim como aos meus ¨padrinhos¨José Roberto Luércio Retondar e Luciano Oliveira (Luciano Falador),que deram total apoio para que este meu sonho fosse realizado.O programa,com duração de uma hora (das 11 ao meio dia) foi dedicado em sua estréia à Sociedade São Vicente de Paulo e nele divulgamos a programação da entidade para o mês de dezembro.Falamos ainda sobre história,contando como foi fundada a Sociedade,como ela chegou ao Brasil e a São João Nepomuceno.Ao final recebí algumas ligações de ouvintes parabenizando pela estreia no rádio,já que,no jornalismo,temos uma trajetória de mais de 34 anos,passando pelos jornais Novidade,Voz de São João e atualmente O Sul da Mata,onde assinamos a coluna NILSON BAPTISTA ESCREVE  já há vários anos.No próximo sábado,dia 4,estaremos recebendo o Dr.Alírio dos Reis Medeiros,para um bate papo sobre o ESTATUTO DO IDOSO.Não percam,pois será muito interessante.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ainda os trens

Esta é uma foto bem antiga (não é do meu tempo),mostrando a estação da Leopoldina em funcionamento,no caso um vagão sendo carregado.A cooperativa agropecuária conduzia seus produtos até aos vagões por meio de trilhos que saíam do seu prédio (situado onde hoje está o Banco do Brasil) indo até à estação ferroviária. À esquerda pode-se notar as árvores frondosas que existiam na praça Barão do Rio Branco.(Foto pertencente ao acervo do IBGE).

domingo, 21 de novembro de 2010

Saudades da ¨Maria¨

Navegando na internet encontrei esta imagem que,inevitavelmente,me fez voltar ao tempo de criança,quando viajava sempre com minha mãe para Ubá,de trem.Era ainda o tempo da ¨Maria Fumaça¨.Como era gostoso fazer aquela viagem,podendo andar pelos vagões,com espaço à vontade,diferente dos ônibus em que hoje viajamos.Mais tarde passaram a usar as locomotivas movidas a diesel.Aí,perdeu a graça,mas algum tempo depois acabaram mesmo foi com o ramal Três Rios-Ligação,que passava por aquí. O argumento para o fim do nosso transporte foi de que o ramal se tornara deficitário.O transporte rodoviário começava a se impor no país.Agora,depois de tantos anos,começaram a cair na real e estão planejando volta do transporte ferroviário.Coisas do Brasil!...

domingo, 14 de novembro de 2010

Os dois lados

Jaz,lá embaixo,a cidade,
semi-morta,quase inerte,
ainda um pouco insone,
de luzes acesas...
Iluminando ruas vazias
mas...Em cada alcova,sussurros
abafados ainda as paredes
ouvem.

E nos barracos das favelas,choram crianças famintas,
aflitas para a fome saciar,
e o sono conciliar.

Ah!...Mundo estranho!...
Como ousas juntar,
fartura e fome,
tristeza e alegria?


Enquanto nos salões feericamente
iluminados,
repletos de seres animados,
se conhece o prazer,a gargalhada;
num canto escuro da pobreza
chora-se,às vezes,a criança amortalhada.
(Este texto poético eu escrevi há aproximadamente 30 anos)

E a casa onde seria o museu da cidade?(Continuação)

Na parte primeira falamos sobre Dona Prudenciana.Já o Comendador José Soares,seu marido,era figura atuante  na economia e na política local.Era filho de Francisco Soares Valente,fazendeiro paulista vindo para a região com Francisca Vieira Pinto,irmã do Major Joaquim Vieira da Silva Pinto,um dos fundadores da cidade de Cataguazes.O sobrado onde residiam Dona Prudenciana e o Comendador José Soares era uma construção em estilo colonial,com fundações de pedra,assoalhos de madeira corrida,apoiados em barrotes de madeira,com paredes de pau-a-pique.Possuía seis comodos no andar térreo.A parte superior era dividida em sala de visitas,sala de jantar,banheiros,cozinha e três quartos.A sala de visitas possuía uma sacada,de onde,segundo relato de familiares e alguns historiadores,Dona Prudenciana acompanhava,de binóculos,a construção do Ginásio São Salvador (o prédio ainda existe,muito bem conservado,onde funcionou o Instituto Barroso e hoje pertence a Confecções Baby).Os últimos moradores do sobrado foram  o casal Ricardo Soares Pontes e Dona Yone Henriques Pontes.Ricardo Soares Pontes (Sr.Milú),nascido em 1902e falecido em 1992,era trineto do português Manoel Rodrigues de Nazareth,um dos fundadores da cidade.Militou na política local,vindo a ser vice-prefeito na década de quarenta e presidente da UDN,neste município.Sua esposa,Dona Yone,nascida em 1909 e falecida em 1984,era sobrinha de Dona Prudenciana e bisneta do fundador da cidade,Domingos Henriques de Gusmão.Observação: a foto de Dalmo Filho,mostra o sobrado já em sua fase final de decadência,antes de sua lamentável demolição para dar lugar a uma construção moderna.

E a casa onde seria o museu da cidade?

O sobrado pertenceu ao casal D.Prudenciana Faustina de São José-Comendador José Soares Valente Vieira.A residência fazia parte de um conjunto de construções antigas que circundavam a igreja Matriz.A tradição oral de São João Nepomuceno conta que o sobrado foi o local onde se deu uma festa em homenagem a D.Pedro I,numa passagem que o mesmo teve por nossa região no ano de 1881.A casa foi certamente um cenário onde importantes decisões sobre os rumos da cidade foram tomadas,dada a importância das pessoas e das famílias que nela residiam ou que a frequentavam . Dona Prudenciana,conhecida fazendeira na cidade,era neta de Domingos Henriques de Gusmão,um dos fundadores da cidade.Ela,por sua vez,pensando na juventude de sua terra,fundou nossa primeira instituição de ensino secundário,o Ginásio São Salvador,em 1912,que ramificou-se posterirmente em vários estabelecimentos,como a Escola Normal Dona Prudenciana.Hoje a Escola Normal não existe mais,nem o sobrado onde sua fundadora viveu,mas o nome de D.Prudenciana Faustina de São José,ficou perpetuado no CAIC,que recebeu seu nome numa justíssima homenagem.

domingo, 7 de novembro de 2010

Homenagem

Este é Carlos Mauro de Oliveira Martins,um dos maiores bateristas da história musical de São João Nepomuceno.Seu filho Weber Martins (Webinho) puxou ao pai e também é um excelente e requisitadíssimo
baterista.Ao Carlos Mauro,amigo de velha data,um grande abraço do Magno.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Visita de amigos

No último dia 01 tive o prazer e a alegria de receber em minha residência o velho amigo Giovani Trombini,acompanhado de Márcia Martins e Agnes Tompa,produtoras de cinema e televisão e defensoras do Meio Ambiente,realizando um belíssimo trabalho preservacionista no município de Descoberto .Márcia é neta do saudoso e ilustre descobertense Sebastião Teixeira Lopes Lima (Caboclo Teixeira).Eu não as conhecia pessoalmente,o que veio a acontecer por iniciativa do amigo e companheiro de lutas na inprensa regional,GIOVANI TROMBINI..Obrigado.Voltem sempre : ¨A casa é pequena,mas o coração é grande

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quem somos nós sem os amigos?

Aqui,um grupo de amigos representando todos os outros que conquistei ao longo de meus cinquenta e seis anos de vida,completados hoje.Agradeço todas as felicitações recebidas e as demonstrações de carinho através do programa Bom Dia Com Alegria,do amigo comunicador Irio Henriques,da Rádio Difusora de São João Nepomuceno.No grupo de amigos,o que está de camisa preta,e bigode preto,sou eu há alguns((?) anos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saudade

Finados.Às oito e trinta,ligo o rádio e o locutor fala sobre os grandes ídolos que se foram.Grandes estrelas do mundo das artes,da política,dos esportes,enfim,de todas as áreas de atividade humana.Lembro-me de muitos que conheci ao longo de meus 56 anos de vida.Meus dois maiores ídolos : meu pai e minha mãe.Saudades também deixaram muitos amigos e parentes,mas no dia de hoje,representando todas as pessoas queridas que se foram,escolhi um de meus grandes amigos: Julio Cesar Dadalti Barroso,falecido ainda muito jovem,médico e prefeito da cidade de Ervália,aqui na zona da mata de Minas Gerais.Alguns meses antes de perder a vida num trágico acidente automobilístico,esteve em minha casa,num dia de Finados.Chovia muito,e Julio,ao descer do carro pisou na lama da rua.Com os pés sujos quis tirar os sapatos para entrar em minha casa e eu não permiti que o fizesse,dizendo a ele não precisava,pois,para mim era um prazer recebê-lo,mesmo com os sapatos molhados e sujos de lama.Foi um grande ser humano,querido por todos,sua morte foi,para nós todos,uma perda irreparável,sua passagem pela terra e seus feitos,inesquecíveis.