quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Carnaval de São João Nepomuceno, privilégio dos cinquentões, setentões e outros "ões"

O POPULAR "GILSON DURO" COM O ATLETA RONALDO DA COSTA E OUTROS ADMIRADORES (FOTO DA INTERNET)
Sim, os são-joanenses com idade acima de cinquenta anos tiveram o privilégio de assistir e de participar de maravilhosos carnavais. Isso nós podemos garantir!

Esses carnavais não se repetirão jamais, é claro. No entanto, é justamente pela existência de figuras que viveram esse passado dourado que poderemos, contando com essa experiência e conhecimento, proporcionar às mais recentes gerações carnavais ainda melhores e mais animados.

Um exemplo disso é a Sra. York de Almeida Castro, que com mais de 80 anos, contando com sua vivacidade, jovialidade e determinação, preside o Grupo da Terceira Idade de São João Nepomuceno, que possui sua sede social onde se realizam várias atividades, entre elas, dois bailes carnavalescos por ano. Outra figura de destaque é a Sra. Renée Cruz Pereira, grande foliã e antiga adepta do tradicional Clube Carnavalesco Democráticos, agremiação realizadora de grandes e variadíssimos eventos na história da sociedade são-joanense.

Falando apenas de pessoas vivas podemos citar: Luiz Quirino de Freitas, cantor, compositor e carnavalesco ligado à Escola de Samba Esplendor do Morro, com mais de setenta anos e considerado “lenda viva” do nosso carnaval; Luiz Alexandre Campos, também na faixa de setenta anos, compositor e passista por vários anos na Escola de Samba Avenida Carlos Alves (ESACA), Antônio Olímpio da Costa, também da ESACA, hoje vivendo no Lar Ambrosina de Matos; Leacyr dos Santos Reis, ligado desde a infância ao Grêmio Recreativo escola de samba Unidos do Caxangá, entre muitas outras figuras de destaque. No entanto nossa homenagem especial vai para Gilson Clementino, o popularíssimo “Gilson Duro”, reconhecido como o mais antigo integrante do tradicional Bloco da Girafa. Gilson, hoje com aproximadamente 87 anos é reverenciado por um grande número de foliões.


O fato de os cinquentões, setentões e outros “ões” serem aqui colocados em destaque é que esse grupo de foliões e amantes do nosso carnaval foi, realmente, privilegiado com a visão de grandes espetáculos no passado. Mas a presença dos jovens em nossas agremiações também é uma realidade, demonstrando que enquanto existir uma boa relação entre pessoas de faixas etárias diferentes, com respeito e admiração aos mais experientes, o carnaval da cidade tem o seu futuro garantido.

                                   por Nilson Magno Baptista

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