terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CARNAVAL DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO, ONTEM E HOJE

BENTO CLEMENTINO FOI UMA DAS GRANDES FIGURAS DO CARNAVAL SÃO-JOANENSE

Segundo informações contidas em antigos documentos da Câmara Municipal, entre eles posturas datadas de 1854, já se proibia o jogo do “Entrudo”, como era conhecido o carnaval da época, originário da Europa, festejo bem mais agressivo, até mesmo violento, do que o de hoje.


As primeiras referências ao carnaval são-joanense, na forma em que ele vem sendo comemorado através dos tempos, aparecem no jornal “Voz do Povo” edição de 24 de novembro de 1907, numa notícia relatando a eleição da primeira diretoria do clube carnavalesco “Filhos do Inferno”.


Mais tarde uma divergência entre os diretores do clube “Filhos do Inferno” faria surgir na cidade duas facções carnavalescas, e dessa dissolução do grupo antigo nasceram, em 1913 o Clube Carnavalesco Democráticos e quase simultaneamente o Clube Trombeteiros de Momo, sendo que este, após vários anos enfrentando crises, finalmente entrou em nova fase, em 1923,tendo os  diretores adotado o nome de Novo Clube Trombeteiros de Momo.


Em 1934 surgiram novos clubes e blocos como, Fenianos, Bloco Colar de Pérolas; Alinhados e Turunas, depois sendo fundado o Clube Operário.


Já em 1935 foi realizada a primeira “Batalha de Confetes”, que ainda hoje acontece, mas não com o mesmo brilho de antigamente, quando a Coronel José Dutra (Rua do Sarmento) ficava tomada por grossa camada de confete e serpentina, transformando seu calçamento num macio tapete, onde as crianças e até mesmo adultos se esbaldavam de alegria.


Na década de 1960, mais precisamente em 66, o carnaval de clubes começava a entrar em declínio, com a preferência do público pelo carnaval de rua, a exemplo do que acontecia na época antiga, em que se realizavam os préstitos em carros abertos e as críticas que os clubes Democráticos e Trombeteiros trocavam entre si.


Na década de 1970, as Escolas de Samba, que até então eram de certa forma marginalizadas pela sociedade começaram a conquistar a preferência dos foliões, e estas eram três: Escola de Samba Avenida Carlos Alves (ESACA),Escola de Samba Esplendor do Morro e GRES.Unidos do Caxangá.Entre o carnaval de ontem e o de hoje o que prevalece, como ponto alto, é o desfile das escolas de samba, onde acontece o Concurso para escolha da melhor delas, cujo formato se assemelha, guardadas as  devidas proporções ao do Rio de Janeiro, com as agremiações concorrentes sendo submetidas ao regulamento e aos quesitos obrigatórios determinados pela Associação Sãojoanense das Escolas de Samba (ASES).

(Alguns dados constantes do texto acima foram extraídos de www.jannepomucky.blogspot.com)


Na atualidade, as escolas de samba e blocos tem como passarela a Avenida Tancredo Neves, próximo à Rodoviária e a chamada “muvuca” (que é o carnaval animado por bandas), deixou de acontecer na Praça Barão do Rio Branco (Rodoviária) e voltou ao local antigo, que é a Praça Coronel José Brás.


 

 

 

CARNAVAL SÃO-JOANENSE DE 2015


 
IMAGEM ILUSTRATIVA EXTRAÍDA DO SITE OFICIAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO

Agora, em 2015, segundo informa a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de São João Nepomuceno, foi definido o seguinte: as três escolas de samba estarão desfilando na “Passarela” da Avenida Tancredo Neves;  haverá apresentação de bandas na Praça Coronel José Brás; o carnaval da Praça da Bandeira (Matriz) este ano não será organizado pela prefeitura, e sim pelos comerciantes do local; e já está confirmada para o dia 07 de fevereiro – uma semana antes do carnaval - na Praça da Bandeira (Matriz) a presença do Bloco Sassaricando, com um show de Sandra Portela. Os blocos Zé Pereira e Quatro Gerações, segundo informação por nós obtida por meio de pessoa ligada a essas agremiações, este ano não desfilarão. Os demais blocos, incluindo o já tradicional Bloco do Barril, considerado a mais agitada manifestação carnavalesca da cidade - devido ao grande número de participantes - estão aguardando a decisão do Promotor de Justiça e da Juíza da Comarca, sobre as condições que serão exigidas para que os mesmos possam se apresentar.


 

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